As dúvidas que mais aparecem — de moradores, de equipes de vigilância e de jornalistas.
Não. Soltamos apenas machos, e o macho do Aedes aegypti não pica: ele não se alimenta de sangue. Quem pica é a fêmea, e é ela que transmite a doença.
Não. Não há modificação genética. O mosquito é da própria região, criado em laboratório e esterilizado — o genoma da espécie não é alterado e nada é herdado pelas gerações seguintes.
Não. Nada é aplicado nas casas nem nas ruas. O processo acontece inteiramente dentro da biofábrica, sob protocolo de segurança, e o que chega ao bairro é o mosquito macho.
É a pergunta mais natural, e a resposta está no que acontece depois. O macho estéril procura a fêmea selvagem e ela põe ovos que não vingam. Aquela geração não nasce — e a população total cai, ciclo após ciclo.
O método age sobre a reprodução do Aedes aegypti por meio do acasalamento entre machos e fêmeas da própria espécie. Não envolve aplicação de produto no ambiente.
Não. O programa entra junto com a vigilância que já existe e depende dela. A relação com os agentes é de parceria — e a preocupação com o emprego dessas pessoas é levada a sério: é justamente por isso que existe uma frente social dedicada à formação e realocação, conduzida pelo Instituto Lago.
O efeito aparece em série de medição, não em uma semana isolada, e depende da densidade inicial, do território e da continuidade da operação. Preferimos não dar prazo genérico: isso se define no desenho de cada área.
Pela medição. A rede de armadilhas mede antes, durante e depois, e a comparação com áreas de referência é o que permite atribuir a redução ao programa e não à chuva, ao período do ano ou a outra ação em curso.
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