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Forrest Mozzie do Brasil
Forrest Mozzie do Brasil · O que fazemos
brasilmozzie.com.br/o-que-fazemos.html · Brazil Mozzie do Brasil Ltda · CNPJ 66.627.356/0001-68

O que fazemos

Quatro serviços que funcionam melhor juntos, e que podem ser contratados separadamente — inclusive por secretarias diferentes.

Controle vetorial

O programa completo: biofábrica instalada no território, produção contínua de machos estéreis, soltura guiada pelos dados de monitoramento e equipe local contratada e formada no próprio município.

As pessoas são da região, selecionadas e treinadas para operar o programa. O conhecimento técnico permanece no território.

A duração mínima é de vinte e quatro meses consecutivos, por exigência técnica: períodos menores permitem que a população do mosquito volte ao patamar anterior, e o investimento se perde.

A biofábrica é modular, montada em contêiner climatizado, e o porte é definido pela população a ser atendida. O prazo indicado é o de instalação, contado da mobilização até a unidade em operação.

Compacta

Até cerca de 100 mil habitantes. Dois técnicos na operação. Instalação em 30 a 45 dias. Produção de 6 milhões de machos estéreis por semana.

Padrão

Até cerca de 300 mil habitantes. Quatro a seis técnicos. Instalação em 45 a 60 dias. Produção de 20 milhões de machos estéreis por semana.

Regional

Atende mais de um município a partir de uma base única, com dez a quinze profissionais e frota dedicada. O porte é dimensionado caso a caso, pela população somada e pela distância entre os territórios.

Em Londrina, onde o programa começou, foram liberados mais de 60 milhões de machos estéreis ao longo de cerca de cinco anos.

Monitoramento

Rede de armadilhas instaladas em pontos definidos por critério técnico, com leitura em cadência fixa. Mostra onde a infestação está, como ela se comporta ao longo do tempo e para onde se desloca.

O monitoramento mede a infestação. A redução da população depende da intervenção. Registramos a distinção porque a confusão entre as duas gera expectativa que o serviço não atende.

O diferencial está no que vem depois da armadilha: a armadilha aponta infestação, mas somente o laboratório identifica a espécie. Saber se o que está no seu bairro é Aedes aegypti ou outra espécie muda a decisão do município — e é informação que a contagem sozinha não fornece.

Contratável por período curto, a partir de dois a três meses.

Bancada com folhetos do programa, lupa,
  placas de Petri e material de campo
Material do programa educacional preparado para uma atividade em Ortigueira.

O que a rede de armadilhas mede

Cada armadilha ocupa um ponto fixo do território e coleta ali o material deixado pelo mosquito. Na leitura, esse material é contado ponto a ponto. Da contagem saem duas medidas: a proporção de pontos com coleta positiva entre os pontos efetivamente lidos no período e a quantidade coletada em cada um deles.

A medida descreve a presença e a atividade do mosquito adulto no ponto onde a armadilha está instalada e no entorno imediato dele. A área representada por cada ponto é esse entorno porque o Aedes aegypti se desloca pouco a partir do local onde emerge. A medida não descreve o interior dos imóveis nem os recipientes existentes em cada quintal, que são objeto do levantamento de campo do município.

A leitura em cadência fixa

As armadilhas são lidas em intervalos regulares, sempre nos mesmos pontos e pelo mesmo procedimento. Uma leitura isolada descreve a situação daquele momento. A sequência de leituras mostra o comportamento da população do mosquito ao longo do tempo: em quais pontos ela sobe, em quais cede, em que ritmo, e se a variação observada em uma área também aparece nas vizinhas.

A comparação entre leituras exige que o ponto, o intervalo e o procedimento permaneçam os mesmos. Mudança em qualquer um deles interrompe a série, e a leitura seguinte passa a valer como medida nova. Por isso a cadência fica definida em contrato e cada leitura é registrada com data, ponto e responsável. A leitura da série também considera o período do ano: a atividade do mosquito varia com chuva e temperatura, e parte da oscilação entre leituras tem essa origem.

A identificação de espécie em laboratório

A contagem informa a quantidade coletada em cada ponto. A identificação da espécie é feita depois, em laboratório, sobre o material da coleta. Mais de uma espécie de mosquito usa os mesmos recipientes e chega à mesma armadilha, entre elas o Aedes albopictus e espécies de Culex, e a diferença entre elas não aparece na quantidade coletada.

O resultado do laboratório muda a decisão do município. Se o que está no ponto é Aedes aegypti, aquele ponto entra no planejamento de controle da dengue e das demais arboviroses transmitidas por essa espécie, como zika e chikungunya. O Aedes albopictus também é objeto de vigilância e tem conduta própria. Para as demais espécies, a orientação técnica correspondente é outra. Com a identificação feita na rotina das leituras, quando os números de um ponto sobem é possível dizer a qual espécie corresponde o aumento.

O que essa medição acrescenta

O município acompanha a infestação pelos levantamentos periódicos previstos no programa nacional de controle, feitos por amostra de imóveis e recipientes, com abrangência municipal por amostragem de estratos. Esses levantamentos descrevem os recipientes com formas imaturas encontrados e orientam o trabalho das equipes de campo.

A rede de armadilhas acrescenta uma medida de outra natureza: ponto fixo, repetição em cadência regular e espécie confirmada em laboratório. As duas informações se somam no planejamento. O monitoramento por armadilhas não faz levantamento de imóveis e não substitui os índices que o município produz na sua rotina de vigilância.

A rede entrega medição. A redução da população do mosquito depende da intervenção: soltura de machos estéreis, manejo de criadouros e as demais ações em curso no território. A intervenção tem por objetivo a supressão da população local do mosquito. A eliminação da espécie no território não integra o objetivo do programa.

Quando existe programa de controle, a mesma rede descreve a situação anterior ao início, pelo período acordado em contrato, e acompanha o comportamento da população durante a operação, com o mesmo procedimento nos dois períodos. No período de operação, a quantidade coletada não expressa sozinha o efeito da intervenção, e a leitura da série é feita junto com os indicadores de acompanhamento do próprio programa de controle. Quando o monitoramento é contratado sozinho, ele entrega a medida e a série, e a decisão sobre a intervenção permanece com o município.

Programa educacional

Voltado à rede de ensino e contratado pela Secretaria de Educação, com entrega em plataforma própria. Funciona de forma independente de qualquer ação na área da saúde.

Trata do mosquito, do ciclo de vida, do porquê de a água parada importar e do que a comunidade pode fazer — em linguagem e formato adequados à sala de aula, sem virar mais uma obrigação para o professor.

Projetos sociais

Executados e assinados pelo Instituto Lago, associação sem fins lucrativos da qual a Forrest Mozzie do Brasil é mantenedora.

Abrangem mobilização comunitária, organização de mutirões junto ao município, coleta seletiva e a formação e realocação de trabalhadores. Quando o controle de arboviroses avança, a necessidade de agentes diminui, e o instituto conduz a recolocação dessas pessoas.

Documento para a sua equipe

A nota técnica institucional reúne método, evidência publicada com as referências, classificação da tecnologia, monitoramento e o que o programa não faz. É o documento para anexar a processo, protocolar ou levar a uma reunião interna.

Baixar a nota técnica (PDF, 558 KB)

Qual desses faz sentido para o seu município?

A conversa começa pelo que já existe aí — os dados de infestação e o que está sendo feito hoje.

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